Drone que entrou em espaço aéreo da Letónia abatido por "caças aliados"

Drone que entrou em espaço aéreo da Letónia abatido por "caças aliados"

O exército letão anunciou na rede social X que um drone que entrou no seu espaço aéreo foi abatido por "aviões de caça aliados".

Cristina Sambado - RTP / Adicionar como fonte informativa
Thilo Schmuelgen - Reuters

Caças em missão de defesa aérea da NATO abateram um drone que entrou no espaço aéreo da Letónia, membro da Aliança Atlântica e da União Europeia, na madrugada desta sexta-feira, informaram as Forças Armadas letãs.
A aeronave foi abatida na região de Balvi, por caças da Missão de Policiamento Aéreo do Báltico da NATO.


"Caças da NATO abateram com sucesso uma aeronave não tripulada estrangeira que tinha entrado na Letónia", escreveu o Ministério da Defesa da Letónia na rede social X.

A NATO está pronta e capaz de reagir a quaisquer potenciais ameaças, 24 horas por dia, sete dias por semana, para salvaguardar o nosso território e proteger o nosso povo”, garantiu o porta-voz da Aliança Atlântica.

Segundo a agência EFE, o alerta soou cerca das 4h00 (2h00 em Lisboa), levando centenas de peregrinos, reunidos para o maior festival religioso católico do norte da Europa, a procurarem abrigo.

O alerta de ameaça estendeu-se às regiões Augsdaugava, Preili, Rezekne, Balvi y Aluksne e foram determinadas restrições temporárias que vigoraram até às 7h30 (5h30 em Lisboa) para o espaço aéreo e até 15 minutos mais tarde para a zona marítima, de acordo com as autoridades.A Letónia situa-se a meio caminho entre a Ucrânia e a região de Leninegrado, na Rússia.

Em junho, caças Rafale franceses estacionados nos países bálticos já tinham abatido um drone na Letónia.

A Finlândia, outro membro da União Europeia e da NATO que também faz fronteira com a Rússia, restringiu temporariamente as áreas ao tráfego aéreo e marítimo no leste do Golfo da Finlândia, informaram as suas Forças de Defesa, como medida de precaução contra possíveis drones.

Os países vizinhos do norte da Rússia, membros da NATO, estão a reforçar a segurança em torno de barragens, centrais elétricas e infraestruturas de gás natural, em sinal de crescente preocupação de que Moscovo realize um ataque de "falsa bandeira" contra eles utilizando drones ucranianos.


Na semana passada, no Aeroporto de Leipzig, na Alemanha, um importante centro logístico para a NATO e para o transporte de equipamento militar e civil para a Ucrânia, foi descoberto um drone que transportava um "artefacto explosivo não identificado", provocando uma interrupção temporária do tráfego aéreo.Mais de 50 drones abatidos perto da Finlândia
As autoridades da região de Leninegrado, no noroeste da Rússia, informaram na manhã desta sexta-feira que abateram mais de 50 drones ucranianos durante a noite e que um incêndio tinha deflagrado no porto russo de Ust-Luga, com acesso ao Golfo da Finlândia.

Segundo o governador regional Alexander Drozdenko, “todas as consequências do ataque no porto de Ust-Luga foram resolvidas". “Não houve vítimas".A Ucrânia tem atacado alvos dentro da Rússia, desde portos e refinarias a armazéns comerciais, numa tentativa de aumentar os custos para Moscovo da guerra em grande escala que iniciou em 2022.

Mais de uma dúzia de grandes refinarias foram atingidas, algumas delas repetidamente, causando escassez generalizada de combustível.


O governador da região de Tver, a noroeste de Moscovo, relatou outro ataque durante a noite a um armazém da retalhista online Wildberries, cujos sites foram alvos de ataques mais de 20 vezes no último mês.

Os detritos de "drones inimigos" danificaram a parede da instalação, mas não houve feridos, disse.

A capital russa, Moscovo, que alberga outra grande refinaria de petróleo, abateu durante a noite mais de uma dezena de drones que se dirigiam para a cidade, disse o presidente da câmara, Sergei Sobyanin, no Telegram, na sexta-feira.

Impulsionada pelo apoio europeu, a Ucrânia está a apostar em ataques de longo alcance para infligir danos económicos e sociais cada vez maiores ao adversário.

Ao bombardear refinarias de petróleo, desencadeou uma crise de combustível na Rússia este verão e está agora a atacar armazéns pertencentes ao gigante russo do comércio eletrónico, Wildberries.

Os seus múltiplos ataques à Crimeia, anexada em 2014 por Moscovo, levaram também a uma crise energética na península, declarada este verão em "estado de emergência".

A Rússia, por seu lado, está a intensificar os seus ataques maciços a Kiev e outras regiões da Ucrânia e interrompeu as exportações ucranianas no mar Negro atacando os seus portos e navios, com particular intensidade numa altura em que Moscovo se estará a aproveitar do facto de o `stock` de mísseis intercetores Patriot da Ucrânia se encontrar quase esgotado.

O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, apelou recentemente aos Estados Unidos para que venda à Ucrânia entre 5% e 10% das suas reservas de mísseis Patriot, face à diminuição da quantidade de intercetores de mísseis balísticos no país.

c/ agências
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